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Pet de Presente: Sabia Que Ele Não É Dividido na Separação?

Presente

Descubra o que a legislação diz sobre a divisão de pets no divórcio e entenda a exceção dos animais recebidos como presente.

Vínculo e Legislação

A separação de um casal envolve diversos desafios emocionais e burocráticos. Além disso, a definição sobre com quem fica o animal de estimação costuma ser um ponto bastante delicado. Afinal, o Código Civil brasileiro ainda classifica os pets como bens móveis (semoventes).

Por isso, o animal entra nas regras tradicionais de divisão do patrimônio acumulado durante o relacionamento. No entanto, o direito prevê exceções específicas e importantes para essa divisão.

A Regra da Doação

No regime de comunhão parcial de bens, as compras feitas pelo casal pertencem a ambos. Contudo, o artigo 1.659 do Código Civil exclui expressamente da partilha os bens recebidos por doação ou sucessão.

Dessa forma, o animal oferecido como presente pessoal a um dos cônjuges torna-se propriedade exclusiva de quem o recebeu. Consequentemente, o pet não entra na divisão de bens durante o processo de divórcio.

Como Comprovar o Presente

O reconhecimento do pet como bem particular exige a comprovação efetiva da doação. Para isso, o tutor pode utilizar o registro de pedigree em seu nome, o cadastro atualizado no veterinário e as notas fiscais.

Além do mais, mensagens escritas e fotos comemorativas da data da entrega do presente ajudam a fundamentar a prova em um processo judicial.

Guarda e Afetividade

A propriedade do animal pode pertencer formalmente a apenas um dos cônjuges. Apesar disso, a Justiça brasileira valoriza cada vez mais o conceito de família multiespécie e o bem-estar do pet.

Por essa razão, o outro cônjuge pode solicitar a regulamentação de visitas e a participação nas despesas de manutenção. Portanto, esse pedido exige a comprovação do vínculo e do afeto com o animal.

Consenso e Bem-Estar

O bem-estar do cão ou gato deve estar sempre em primeiro lugar. Nesse sentido, o acordo amigável entre as partes evita batalhas judiciais desgastantes. Em suma, o diálogo garante a preservação da rotina, da saúde e do conforto do animal após a separação.

Fonte: AAHA

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Maria Sousa

Apaixonada por animais, dedico-me a compartilhar informações práticas e de qualidade sobre cuidados com os pets. Como criadora desse blog especializado no tema, ofereço dicas e curiosidades para facilitar a vida dos tutores e promover o bem-estar dos bichinhos.