Conheça a Doença de Cushing em cães. Descubra os sintomas silenciosos do excesso de cortisol que são confundidos com a velhice e saiba como diagnosticar.
À medida que os cães envelhecem, é natural que fiquem mais calmos, duros das articulações ou que apresentem mudanças leves na pelagem.
No entanto, quando essas alterações vêm acompanhadas de um aumento exagerado no apetite, sede intensa e uma barriga com aspeto abaulado (arredondado), o problema pode ir muito além do envelhecimento natural.
Estamos a falar do Hiperadrenocorticismo, mais conhecido como Doença de Cushing.
O Que É a Doença de Cushing e Por Que Ela Ocorre?
O Hiperadrenocorticismo é um distúrbio endócrino caracterizado pela produção excessiva e crónica do hormônio cortisol pelas glândulas suprarrenais (adrenais), que ficam localizadas logo acima dos rins.
Na grande maioria dos casos, o problema tem origem num pequeno tumor benigno na glândula pituitária (hipófise), no cérebro, que comanda as adrenais. Em menor escala, pode ser causado por um tumor direto na própria glândula adrenal.
Como o cortisol em excesso afeta praticamente todos os órgãos do corpo, os sintomas são sistêmicos e enganosos.
Os Sintomas Mais Comuns (E Como Podem Enganar o Tutor)
Como o início é extremamente gradual, os tutores costumam achar que o cão está apenas a “ficar velhinho”. Fique atento aos sinais clínicos clássicos:
- Polifagia Extrema (Fome Insaciável): O cão parece nunca estar satisfeito, pedindo comida incessantemente ou até comendo vorazmente objetos não alimentares.
- Aumento Drástico da Sede e do Xixi: Bebe muita água e urina com tanta frequência que pode voltar a ter acidentes dentro de casa.
- Abdómen Abaulado (“Barriga de Água”): O enfraquecimento dos músculos abdominais, somado à redistribuição de gordura, faz com que a barriga fique com um formato protuberante e pesado.
- Queda de Pelo Simétrica e Pele Fina: Perda de pelo nos dois lados do corpo (geralmente sem coceira inicial), pele fina como papel e vasos sanguíneos visíveis.
- Ofegância Excessiva: Cães com Cushing frequentemente arfam de forma constante, mesmo em repouso e em ambientes frescos.
O Diagnóstico e o Tratamento
O diagnóstico do Hiperadrenocorticismo exige exames endócrinos específicos solicitados por um médico veterinário (como testes de supressão ou estimulação hormonal), além de ultrassonografia abdominal.
Embora seja uma doença crónica que exige acompanhamento contínuo, o tratamento adequado (geralmente com medicação oral para controlar os níveis de cortisol) devolve a qualidade de vida, a energia e o bem-estar ao animal.
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Fonte: AAHA


