Choro em cães é realmente, curioso. Ver o seu companheiro de quatro patas choramingar sem um motivo aparente causa bastante aperto no coração de qualquer tutor. Muitas vezes, esse comportamento parece surgir do absoluto nada, deixando a casa em um clima de forte preocupação. No entanto, a ciência comprova que todo som emitido pelo seu cão possui uma justificativa biológica e emocional bem definida.
A Origem
O choro é uma das principais ferramentas de comunicação que os caninos herdaram de seus ancestrais lobos. Na natureza, os filhotes utilizam esse som agudo para sinalizar vulnerabilidade e pedir o socorro imediato da mãe. Portanto, quando o seu cão adulto chora, ele está resgatando esse comportamento instintivo para chamar a sua atenção.
Além disso, a psicologia canina associa esse hábito a estados de tédio, dor física ou pura ansiedade de separação. O cérebro do animal processa a sua ausência ou a falta de estímulos como um isolamento real do grupo. Assim, o som serve como um apelo para que você restabeleça o contato físico com ele.
O Estresse
Outro fator técnico muito comum para o choro repentino é o acúmulo excessivo de energia e a falta de enriquecimento ambiental. Cães que passam muito tempo sem estímulos mentais desenvolvem quadros de frustração profunda. Por isso, eles começam a choramingar perto de portas, janelas ou olhando diretamente nos seus olhos.
Entretanto, se o comportamento começou de forma súbita e vem acompanhado de apatia, o problema pode ser físico. Dores nas articulações ou desconfortos abdominais costumam se manifestar através de pequenos uivos e choros contínuos. Por causa disso, monitorar a rotina do animal é o primeiro passo para decifrar o mistério.
Como Agir
Para resolver esse problema específico, você precisa identificar o gatilho emocional ou físico que dispara o som. Evite brigar ou punir o pet, pois o estresse só piora o quadro de ansiedade do animal. No entanto, também não recompense o choro com petiscos ou carinho excessivo no exato momento da crise.
O ideal é criar uma rotina previsível com passeios diários e brinquedos recheáveis que desafiem a mente dele. Assim, você diminui o tédio e ensina o cão a ter mais autonomia e segurança dentro de casa. Se o choro persistir mesmo com os estímulos, busque a avaliação de um veterinário de sua total confiança.
Fonte: AAHA


