Meu Pet, Meu Amigo

Quais causas comuns de coceira após passeios em cães.

Causas

As causas mais comuns de coceira após o passeio envolvem parasitas. (como pulgas), dermatite de contato com grama e produtos de limpeza, alergias ambientais e infecções secundárias de pele.

Parasitas externos.


Pulgas e, em menor grau, carrapatos e ácaros de sarna estão entre as principais causas de coceira em cães. Contudo, em muitos têm contato com eles justamente em ambientes externos. A dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP) é uma reação à saliva da pulga que provoca coceira moderada a intensa, queda de pelo, crostas e feridas, principalmente na base da cauda e dorso.

Mesmo poucos parasitas já são suficientes para desencadear o quadro em animais sensíveis, e o contato pode acontecer em praças, parques, canis, elevadores e áreas comuns por onde outros animais circulam.

Dermatite de contato.


Durante o passeio, o cão encosta patas, barriga e focinho em grama, plantas, pisos e superfícies que podem conter substâncias irritantes ou alergênicas. Produtos de limpeza, fertilizantes, pesticidas, desinfetantes e até certos tipos de grama podem desencadear dermatite de contato. Causando vermelhidão, coceira, manchas, pápulas e, às vezes, feridas.

Entretanto, as regiões mais afetadas costumam ser aquelas com menos pelo, como abdômen, virilha, axilas e espaços entre os dedos. Ou seja, onde a pele fica mais exposta ao contato direto com essas substâncias.

Alergias ambientais.


Alergias ambientais (dermatite atópica) também são causas frequentes de coceira. Logo os passeios podem piorar o quadro ao aumentar o contato com poeira, mofo, pólen e grama. Na dermatite atópica canina, o sistema imunológico responde de forma exagerada a esses alérgenos, produzindo coceira crônica, inflamação da pele e episódios recorrentes ao longo da vida.

Patas, orelhas, focinho, axilas e região da virilha estão entre as áreas mais comumente afetadas por esse tipo de alergia, que pode se manifestar logo após o passeio ou piorar ao longo do dia.

Infecções secundárias.


Coceira persistente leva o cão a se morder, lamber e arranhar a pele, o que quebra a barreira cutânea e favorece infecções secundárias. Bactérias (piodermite) e leveduras como Malassezia aproveitam essas microlesões, causando vermelhidão, odor forte, descamação, crostas e ainda mais coceira.

A princípio, essas infecções podem se instalar em áreas já irritadas por pulgas, alergias ou contato com irritantes encontrados no passeio. Ou seja, tornando o quadro mais complexo e exigindo tratamento específico além do controle da causa inicial.

Outros fatores somatórios.


Em alguns cães, fatores como pele ressecada, banhos com produtos inadequados, deficiências nutricionais ou doenças hormonais. Isso porque deixam a pele mais sensível, facilitando que qualquer irritação do passeio desencadeie coceira. Também há casos menos comuns em que problemas neurológicos ou emocionais (estresse, ansiedade) contribuem para o comportamento de se coçar ou lamber em excesso.

Quando a coceira pós‑passeio é intensa, recorrente ou acompanhada de feridas, falhas de pelo ou mau cheiro, a orientação é sempre procurar o médico veterinário para investigação detalhada e plano de tratamento, em vez de apenas tentar “remédios caseiros”

O veterinário pode solicitar:


Quando a coceira após os passeios é frequente, intensa ou vem acompanhada de feridas, o veterinário costuma começar por um exame físico bem detalhado e, a partir daí, decidir quais exames complementares fazem sentido. Em geral, a investigação inclui testes de pele, avaliação de parasitas, exames de sangue e, em alguns casos, testes alérgicos.

  • Exames de pele:
    Raspado de pele.
    Usado para procurar ácaros de sarna e outros ectoparasitas, principalmente quando há crostas, espessamento de pele ou coceira muito intensa.
  • Citologia dermatológica (fitinha, lâmina ou escovação).
    Avalia a presença de bactérias, leveduras como Malassezia e o tipo de inflamação na pele, ajudando a confirmar infecções secundárias que pioram a coceira.
  • Pesquisa de fungos / lâmpada de Wood / cultura micológica
    Indicados quando há suspeita de micose (dermatofitose) ou lesões compatíveis com infecção fúngica.

Avaliação à picada.


Escovação da pelagem e pente de pulgas.
Permitem identificar pulgas, fezes de pulga e reforçar a suspeita de dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP), principalmente quando a coceira é mais intensa em dorso e base da cauda.

  • Perfil dermatológico completo.
    Muitos laboratórios e clínicas reúnem raspado, citologia e avaliação de parasitas em um “pacote” para investigar casos de coceira crônica ou recorrente.
  • Exames para alergias.
    Testes alérgicos (intradérmicos ou sorológicos)
    Utilizados principalmente em cães com suspeita de dermatite atópica ou alergias ambientais, após descartar causas infecciosas e parasitárias mais simples.
  • Dietas de eliminação (alergia alimentar).
    Não é um exame de laboratório, mas um “teste” clínico estruturado, feito com orientação veterinária, em que se usa uma dieta especial por semanas para investigar alergia alimentar em quadros de coceira crônica.

Exames gerais.

  • Hemograma e perfil bioquímico.
    Ajudam a avaliar o estado geral do cão, descartar doenças sistêmicas e verificar se há sinais de inflamação ou alterações que possam influenciar a pele e o pelo.
  • Biópsia de pele / histopatologia.
    Indicada em casos mais complexos, quando o diagnóstico continua duvidoso ou quando o animal não responde bem aos tratamentos iniciais.

No dia a dia, o melhor caminho não é “pedir exames”, mas contar ao veterinário que a coceira começou ou piorou depois dos passeios e deixar que ele indique quais desses exames são necessários para o caso específico do seu cão.

📌 Continue lendo:

Picture of Maria Sousa

Maria Sousa

Apaixonada por animais, dedico-me a compartilhar informações práticas e de qualidade sobre cuidados com os pets. Como criadora desse blog especializado no tema, ofereço dicas e curiosidades para facilitar a vida dos tutores e promover o bem-estar dos bichinhos.