Entenda como identificar pulgas em gatos, quais os riscos para a saúde, quais tratamentos são seguros e como prevenir uma nova infestação em casa.
Pulgas em gatos são um problema muito comum e, além de incômodas, podem transmitir doenças e causar alergias sérias na pele do felino. Por isso, identificar cedo, tratar com segurança e manter a prevenção ativa é fundamental para proteger tanto o gato quanto a casa inteira.
Parasita silencioso.
A pulga de gato mais comum é a espécie Ctenocephalides felis, que se alimenta de sangue e passa parte do ciclo no animal e parte no ambiente. Mesmo gatos que vivem apenas dentro de casa podem ser enfestados, porque pulgas chegam em roupas, sapatos, outros animais ou ambientes comuns como corredores e jardins.
Além da coceira, esses parasitas podem transmitir doenças e provocar dermatite alérgica à picada de pulga, que é uma das causas mais frequentes de problemas de pele em gatos.
Sinais no gato.
Os primeiros sinais costumam ser coceira intensa e lambedura excessiva, principalmente em regiões como pescoço, base da cauda, barriga e parte interna das coxas.
Na pele, o tutor pode notar vermelhidão, pequenas feridas, crostas e áreas com queda de pelos. Um dos indícios mais importantes é a chamada “sujeira de pulga”: pequenos pontos pretos no pelo que, quando colocados em um papel úmido, formam manchas avermelhadas por serem fezes da pulga com sangue digerido.
Riscos à saúde.
Embora muitos vejam pulgas apenas como “incômodo externo”, elas representam riscos reais para a saúde do gato. Infestações intensas podem causar anemia, especialmente em filhotes e animais debilitados, já que o parasita se alimenta continuamente de sangue.
Além disso, pulgas podem transmitir vermes como Dipylidium caninum, fazendo com que o animal se reinfeste ao se lamber e ingerir acidentalmente o parasita. Em gatos alérgicos, poucas picadas já bastam para desencadear dermatite alérgica, com coceira intensa, feridas e grande desconforto.
Fontes de infestação.
Grande parte do ciclo da pulga ocorre fora do corpo do animal, em forma de ovos, larvas e pupas espalhados pelo ambiente. Esses estágios se acumulam em locais onde o gato passa mais tempo, como camas, sofás, tapetes, frestas de piso e cantos de parede.
Assim, mesmo depois de tratar o felino, o ambiente pode continuar liberando novas pulgas por semanas se não for higienizado corretamente.
Tratamentos seguros.
Hoje existem várias opções seguras de antipulgas específicos para gatos, incluindo pipetas spot-on, comprimidos orais, coleiras, sprays e shampoos. Pipetas aplicadas na nuca são uma das formas mais usadas, com ação que pode durar de 30 a até 90 dias dependendo da formulação.
Produtos orais, em comprimidos, agem de forma sistêmica e eliminam pulgas quando elas picam o animal, sendo úteis em infestações mais intensas ou em animais que se molham com frequência.
Sprays e shampoos antipulgas podem complementar o controle em casos mais graves, oferecendo ação imediata enquanto os produtos de longa duração fazem efeito.
O que evitar.
Por outro lado, há cuidados importantes para não colocar o gato em risco. Nunca se deve usar produtos antipulgas formulados para cães em gatos, porque alguns princípios ativos são tóxicos para felinos.
Também não é recomendado improvisar remédios caseiros sem aval veterinário, já que vinagres, óleos e misturas domésticas podem causar irritação de pele, intoxicação ou simplesmente não resolver a infestação.
Mesmo produtos específicos devem ser escolhidos com orientação profissional, especialmente para filhotes, fêmeas gestantes ou animais com doenças pré-existentes.
Ambiente limpo.
Como grande parte das pulgas vive no ambiente, o tratamento eficaz inclui sempre uma etapa de limpeza da casa. Recomenda-se aspirar com frequência tapetes, sofás, cantos de parede, rodapés e áreas de repouso do gato, descartando o conteúdo do aspirador logo em seguida.
Camas, mantas e brinquedos de tecido devem ser lavados com água quente sempre que possível para eliminar ovos e larvas. Em infestações importantes, sprays específicos para o ambiente ou até serviços profissionais de dedetização podem ser necessários.
Prevenção contínua.
Depois de controlar a infestação, a chave é manter a prevenção ativa. Isso envolve seguir corretamente o intervalo de reaplicação dos antipulgas, sem “pular” doses quando o tutor acha que não vê mais pulgas.
Também é importante continuar inspecionando a pelagem regularmente com as mãos e, se possível, com pente fino, buscando sujeira de pulga e sinais de coceira localizada.
Em regiões de clima quente ou úmido, a recomendação de muitos especialistas é manter prevenção ao longo de todo o ano, pois as pulgas se reproduzem continuamente nessas condições.
Gato indoor.
Mesmo gatos que vivem exclusivamente dentro de casa se beneficiam da prevenção antipulgas. Pulgas podem chegar em roupas, sapatos, visitas, outros animais do condomínio ou até por pequenas frestas de áreas comuns.
Para esses animais, a combinação de ambiente limpo, telas em janelas, controle de entrada de novos animais e antipulgas de manutenção costuma ser suficiente para manter o problema sob controle.
Cuidado responsável.
Controlar pulgas em gatos é mais do que uma questão estética, porque impacta diretamente bem-estar físico e emocional do animal.
Um gato que coça menos, dorme melhor e não sofre com alergias nem anemia tem mais qualidade de vida e interage de forma mais tranquila com a família.
Ao investir em prevenção regular, limpeza do ambiente e produtos seguros indicados por veterinário, o tutor protege o gato, os humanos da casa e outros animais contra um dos parasitas mais comuns do universo pet


