Meu Pet, Meu Amigo

“Meu pet tomou cerveja: o que fazer agora?”

Meu pet tomou cerveja

Quando um pet toma cerveja, a cena pode até parecer engraçada por alguns segundos, mas a realidade é bem diferente. Trata-se de uma situação de risco, que exige atenção imediata e decisões responsáveis por parte do tutor.

Cães e gatos não metabolizam o álcool como os humanos, por isso pequenas quantidades já podem causar intoxicação séria. Com sintomas que vão de sonolência e vômitos até convulsões e coma. Por esse motivo, sempre que um animal tem contato com bebida alcoólica, o ideal é encarar o episódio como uma emergência em potencial, e não como uma simples “brincadeira”.

Perigo real.

A cerveja contém etanol, a forma de álcool encontrada também no vinho e em outras bebidas, e essa substância é tóxica para cães e gatos. Mesmo em doses consideradas pequenas para um adulto humano. O organismo desses animais é menor, mais sensível e possui um metabolismo diferente, o que faz com que o álcool seja absorvido mais rapidamente e permaneça agindo por mais tempo no corpo.

Além disso, algumas cervejas apresentam ingredientes adicionais, como açúcares, aditivos e aromatizantes, que podem irritar o estômago e o intestino, intensificando vômitos, diarreia e desconforto abdominal. Em determinadas situações, o álcool ainda pode potencializar outros problemas já existentes, como doenças hepáticas, cardíacas ou renais, agravando muito o quadro clínico do pet.

Sinais imediatos.

Após ingerir cerveja, o pet pode começar a demonstrar alterações comportamentais e físicas. Logo em poucos minutos ou em até algumas horas, dependendo da quantidade ingerida, do tamanho do animal e se ele estava de estômago cheio ou vazio. Entre os sinais mais comuns estão desorientação, andar cambaleante, dificuldade para manter o equilíbrio, sonolência exagerada, salivação intensa, vômitos e diarreia.

Em quadros mais graves, podem aparecer tremores, respiração mais lenta ou irregular, queda de temperatura corporal, convulsões e perda de consciência. O que indica uma intoxicação alcoólica importante e requer atendimento emergencial. Mesmo quando o tutor percebe apenas uma leve mudança de comportamento, a recomendação é não minimizar o problema, porque o quadro pode evoluir de forma silenciosa e progressiva.

Primeiros cuidados.

Ao notar que o animal tomou cerveja, o primeiro passo é afastar imediatamente o pet da bebida! Retirando copos, latas ou garrafas ao alcance e secando qualquer líquido derramado no chão ou em superfícies. Essa simples atitude evita que o animal continue lambendo o produto e aumente a quantidade de álcool ingerida sem que o tutor perceba.

Em seguida, é importante manter o pet em um ambiente calmo, seguro e arejado, longe de escadas, móveis altos ou locais em que ele possa cair! De modo que a coordenação motora pode estar comprometida. O tutor deve observar atentamente o comportamento do animal. Anote qualquer sinal diferente, como vômitos, apatia, dificuldade para ficar em pé ou olhar “parado”, porque essas informações serão úteis para o veterinário.

Hora de correr.

Mesmo que o pet pareça só um pouco sonolento ou “diferente”, não é seguro esperar em casa para ver se ele melhora sozinho. A orientação de profissionais e hospitais veterinários é clara: diante da suspeita ou certeza de ingestão de álcool, o mais prudente é procurar atendimento veterinário quanto antes.

Ao chegar à clínica, é essencial informar o máximo de detalhes possível. Ou seja, que tipo de bebida o pet tomou? Qual a marca, a quantidade aproximada, o horário em que a ingestão ocorreu e se houve outros alimentos ou medicamentos junto. Essas informações ajudam o veterinário a avaliar o risco de intoxicação, planejar exames e definir se o animal precisará ficar em observação, receber medicação ou ser internado.

Tratamento veterinário.

No consultório ou hospital, o veterinário irá avaliar sinais vitais, como frequência cardíaca, respiração e temperatura, além de observar o estado neurológico do animal! Verificando se ele responde a estímulos, se está consciente e se mantém o equilíbrio. A partir dessa avaliação, podem ser adotadas medidas de suporte. Como hidratação por via intravenosa, controle da temperatura corporal e medicamentos para proteger o estômago e reduzir náuseas e vômitos.

Quando o quadro é mais grave, o pet pode precisar de monitoramento constante e suporte de oxigênio! Correção de níveis de glicose e cuidados intensivos para evitar complicações como edema cerebral ou falência de órgãos. Em algumas situações, o animal permanece internado por horas ou dias, porque o álcool continua agindo no organismo mesmo depois que os sinais mais aparentes parecem ter diminuído.

Riscos futuros.

A intoxicação alcoólica não é apenas um episódio passageiro; em muitos casos, o contato com álcool pode deixar consequências para a saúde do animal. Principalmente quando a ingestão foi significativa. Fígado, rins e sistema nervoso central podem ser afetados, o que aumenta o risco de doenças crônicas, alteração de comportamento e maior sensibilidade a novas exposições a substâncias tóxicas.

Além da questão de saúde, é importante lembrar que dar bebida alcoólica ao pet, mesmo “por brincadeira”, pode ser enquadrado como maus-tratos! Já que o tutor expõe o animal a sofrimento e risco desnecessário. Cães e gatos dependem totalmente da responsabilidade humana, portanto cabe ao tutor garantir que eles não tenham acesso a nada que comprometa seu bem-estar e sua segurança.

Como prevenir.

A prevenção começa antes da festa! Em qualquer situação com bebidas alcoólicas, como churrascos, reuniões de amigos ou datas comemorativas, copos, garrafas e latas devem ser mantidos fora do alcance dos animais. Superfícies baixas, como mesas de centro ou bancos próximos ao chão, não são boas opções para apoiar bebida quando há pets circulando pelo ambiente.

Mas é fundamental orientar amigos, familiares e principalmente crianças de que “dar só um golinho para o pet experimentar” não é engraçado! Não é fofo e não é inofensivo; é um ato perigoso e prejudicial. Em vez disso, o tutor pode oferecer água fresca à vontade e, se quiser incluir o animal no momento de celebração, optar por petiscos próprios para pets, aprovados pelo médico-veterinário.

O que lembrar sempre.

Sempre que surgir a dúvida “meu pet tomou cerveja, o que fazer?”, a resposta deve seguir três pilares: retirar o acesso à bebida, observar os sinais e buscar ajuda veterinária rápida. Quanto mais cedo o animal for avaliado por um profissional, maiores são as chances de recuperação sem sequelas e menores os riscos de complicações graves.

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Maria Sousa

Apaixonada por animais, dedico-me a compartilhar informações práticas e de qualidade sobre cuidados com os pets. Como criadora desse blog especializado no tema, ofereço dicas e curiosidades para facilitar a vida dos tutores e promover o bem-estar dos bichinhos.