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Dachshund: Guia da Raça

Dachshund

Descubra tudo sobre o Dachshund: origem, personalidade, principais cuidados, riscos de problemas na coluna e dicas para garantir uma vida longa e saudável ao “cachorro salsicha”.

Dachshund é uma raça pequena, de corpo longo e pernas curtas, criada originalmente para caça de texugos e hoje famosa como “cachorro salsicha” de companhia.

Apesar do tamanho, é um cão intenso: corajoso, teimoso, carinhoso com a família e com necessidades bem específicas de saúde, principalmente na coluna.

Origem histórica.

A princípio, o Dachshund surgiu na Alemanha, onde foi selecionado para entrar em tocas e caçar animais como texugos e coelhos. Logo, seu nome vem do alemão “Dachs” (texugo) e “Hund” (cão), refletindo essa função original de cão de caça de toca.

Com o tempo, a raça saiu dos campos para os sofás, ganhando versões miniatura e diferentes tipos de pelagem, mas mantendo o instinto de farejar e investigar tudo ao redor.

Aparência física.

A marca registrada do Dachshund é o corpo comprido, peito profundo e pernas curtas, combinação que o torna inconfundível na rua. Entretanto, existem variações de tamanho, como o padrão (maior) e o miniatura, além de três tipos de pelagem: pelo liso, pelo longo e pelo duro (wire).

As cores também são variadas, incluindo tons sólidos, bicolores e padrões como o “dapple” (arlequim), que misturam manchas claras e escuras na pelagem.

Temperamento marcante.

O Dachshund combina coragem de cão de caça com inteligência e uma boa dose de teimosia. Ele tende a ser muito apegado à família, costuma escolher “uma pessoa favorita” e, ao mesmo tempo, mantém um certo instinto de guarda, avisando sobre qualquer movimento estranho com latidos.

É um cão curioso, energético e cheio de personalidade, o que pode ser encantador, mas exige tutores pacientes e consistentes na educação.

Convivência na família.

Quando bem socializado, o Dachshund pode conviver bem com crianças e outros animais, desde que as interações sejam sempre supervisionadas.

A raça costuma ser leal e carinhosa com quem conhece. Mas pode se mostrar desconfiada ou reativa com estranhos se não for educada desde cedo para esse contato.

Nível de energia e exercícios.

Apesar de seu tamanho, o Dachshund não é um cão de sofá o tempo todo: ele precisa de uma rotina regular de atividade física. Guias da raça indicam algo em torno de 30 a 60 minutos diários de exercícios moderados, somando caminhadas e momentos de brincadeiras controladas.

O ideal é dividir esse tempo em passeios mais curtos ao longo do dia e complementar com jogos de farejar e brinquedos interativos, que exploram o instinto de caça e o deixam mentalmente satisfeito.

Estimulação mental.

Dachshund gosta de desafios e enjoa facilmente de rotinas monótonas. Brinquedos recheáveis, jogos de esconder petiscos pela casa e trilhas de faro no quintal ou na sala são atividades que ajudam a canalizar essa inteligência.

Sessões curtas de treinamento com comandos básicos e truques também fortalecem o vínculo com o tutor e reduzem comportamentos problemáticos por tédio.

Saúde geral

Com bons cuidados, expectativa de vida do Dachshund costuma girar em torno de 12 a 16 anos, sendo considerado um cão relativamente longevo.

Ao mesmo tempo, é uma raça com predisposição para alguns problemas específicos, em especial ligados à coluna, olhos, metabolismo e sistema nervoso.

Manter peso adequado, rotina de exercícios e acompanhamento veterinário regular é fundamental para preservar a qualidade de vida ao longo do tempo.

Problemas de coluna.

A grande preocupação da raça é a doença do disco intervertebral (IVDD), que atinge uma parcela importante dos Dachshunds. Estudos indicam que esses cães têm risco de IVDD muitas vezes maior do que outras raças, justamente por causa do formato longo do corpo e da coluna.

Essa condição pode causar dor intensa, dificuldade de locomoção e, em casos graves, paralisia dos membros posteriores, exigindo tratamento rápido.

Sinais de alerta na coluna.

Entre os sinais iniciais de IVDD ou problemas de coluna estão dores ao toque nas costas, postura arqueada, relutância para subir escadas, pular no sofá ou entrar no carro.

O cão pode parecer “andando torto”, demonstrar fraqueza nas patas traseiras ou até arrastá-las em quadros mais graves.

Qualquer mudança brusca de locomoção ou comportamento de dor desse tipo é motivo para buscar atendimento veterinário imediato, pois o tempo de resposta influencia muito no prognóstico.

Outras doenças comuns.

Além da coluna, Dachshunds podem apresentar problemas como epilepsia, doenças oculares (incluindo catarata e atrofia progressiva de retina), alergias e distúrbios hormonais, como Cushing e diabetes.

Também há relatos de condições neurológicas específicas, como a doença de Lafora, que causa crises semelhantes à epilepsia em alguns indivíduos.

Em termos de fígado, certos cães da raça têm maior predisposição a alterações como o shunt porto sistêmico, exigindo monitoramento em exames de rotina conforme orientação do veterinário.

Cuidados preventivos.

Para proteger a coluna, recomenda-se evitar que o Dachshund pule de móveis altos, suba e desça escadas com frequência ou pratique exercícios de impacto.

Alguns criadores e clubes de raça incentivam programas de seleção, exames específicos e orientação sobre estilo de vida justamente para diminuir o risco de IVDD ao longo das gerações.

Alimentação adequada.

A alimentação do Dachshund deve ser pensada para atender às necessidades energéticas sem favorecer ganho de peso. Dietas balanceadas, calculadas com base no porte e no nível de atividade, ajudam a manter massa muscular sem sobrecarregar articulações e coluna.

Higiene e pelagem.

O tipo de pelagem influencia a rotina de cuidados diários com o Dachshund. Cães de pelo liso costumam exigir escovações mais rápidas, enquanto os de pelo longo e duro precisam de escovação mais frequente para evitar nós e acúmulo de sujeira.

Banhos regulares, cuidados com unhas, orelhas e dentes completam o pacote de higiene, ajudando a prevenir otites e doenças periodontais comuns em raças de pequeno porte.

Treino e socialização.

Por ser inteligente e determinado, o Dachshund pode testar limites durante o adestramento. Métodos de ensino baseados em reforço positivo, com recompensas, elogios e sessões curtas, tendem a funcionar melhor do que abordagens punitivas.

Socializar o filhote desde cedo com pessoas, outros cães, sons e ambientes diferentes reduz a chance de medo exagerado ou agressividade por insegurança na fase adulta.

Dachshund é para você?

O Dachshund é indicado para tutores que buscam um cão pequeno, carinhoso, cheio de personalidade e dispostos. Saber que tem que se dedicar à prevenção de problemas de coluna.

Ele se adapta bem a apartamentos, desde que tenha passeios diários, estímulos mentais e limites claros dentro de casa.

Se a família está pronta para conviver com um “cachorro salsicha” corajoso, leal e um pouco dramático, a raça pode se tornar um personagem marcante na história do tutor.

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Maria Sousa

Apaixonada por animais, dedico-me a compartilhar informações práticas e de qualidade sobre cuidados com os pets. Como criadora desse blog especializado no tema, ofereço dicas e curiosidades para facilitar a vida dos tutores e promover o bem-estar dos bichinhos.