Descubra os principais riscos do Carnaval para cães e gatos e veja como proteger seu pet da folia. Saiba quando a situação vira emergência e o que fazer.
O Carnaval é aquele momento em que as ruas fervem de cores, música e gente em movimento. Para muitos cães e gatos, porém, esse mesmo cenário é um filme de suspense em câmera lenta. Contudo, Barulho, calor, fantasias, comida de festa e mudanças na rotina se somam. Juntos, podem transformar a folia em uma sequência de sustos e emergências veterinárias.
Enquanto o tutor quer curtir, o corpo e a mente do pet tentam lidar com estímulos intensos. Muitas vezes, ele não está preparado para tudo isso. Entender onde estão os riscos são o primeiro passo para garantir um Carnaval mais seguro. Assim, seu melhor amigo atravessa a folia protegido e, se algo acontecer, você sabe como agir.
Mas, antes de mergulhar nos perigos, vale lembrar um ponto importante: em uma emergência, cada minuto conta. Se você quer ter um guia prático de primeiros socorros sempre à mão, conheça o e-book
“Primeiros Socorros e Cuidados Diários com Seu Pet”. Nele, você encontra orientações claras para situações como cortes, intoxicações, quedas, engasgos e muito mais.
Bloquinhos e aglomeração.
Quando pensamos em Carnaval, é comum vir à cabeça a imagem de bloquinhos lotados. Som alto. Gente por todos os lados. Para os pets, esse ambiente pode ser um gatilho forte de estresse.
Cães e gatos possuem audição muito mais sensível que a nossa. Logo, a combinação de música alta, gritos, apitos e buzinas pode causar medo intenso. Em alguns casos, aparecem taquicardia e tentativas desesperadas de fuga.
No meio do empurra-empurra, o risco de pisões, atropelamentos e choques com pessoas alcoolizadas aumenta bastante. Por isso, que muitos veterinários recomendam cuidado redobrado com filhotes, animais idosos, doentes ou de focinho curto. Em muitos casos, a orientação é simples: melhor nem levá-los a ambientes de grande aglomeração. Esses animais têm ainda mais dificuldade para lidar com calor e estresse ao mesmo tempo.
Calor e desidratação.
O Carnaval acontece no auge do verão brasileiro. As temperaturas sobem e, em lugares cheios, a sensação térmica sobe ainda mais. Para os pets, isso significa um risco real de desidratação e hipertermia, principalmente em passeios sob sol forte ou em ruas com asfalto quente.
Cães regulam a temperatura principalmente pela respiração ofegante e pelas almofadinhas das patas. Por isso, o superaquecimento acontece com facilidade em situações de calor extremo.
Portanto, fique atento a sinais como respiração muito ofegante, língua muito vermelha, fraqueza, salivação excessiva e desmaio. Esses sintomas podem indicar colapso térmico, uma emergência que exige atendimento imediato.
Fantasias e adereços.
As fantasias de Carnaval para pets se tornaram febre. São fotos fofas, cores e muitos acessos nas redes sociais. Mas é justamente aí que a estética pode brigar com a segurança.
Roupas muito apertadas prejudicam a circulação. Também dificultam a respiração e aumentam o aquecimento do corpo. Logo, esse risco é ainda maior em raças de focinho achatado.
Acessórios com elásticos, pedrinhas, laços pequenos e enfeites soltos podem ser arrancados e engolidos. Isso gera engasgos ou até obstruções intestinais.
Já sprays coloridos, tintas, glitter e purpurina não próprios para animais trazem outro perigo. Essas substâncias podem irritar a pele e os olhos e ainda serem lambidas, causando alergias e intoxicações.
Barulho, fogos e pânico.
Além do som dos bloquinhos e trios elétricos, ainda entram em cena, ainda mais se tiver fogos de artifício, buzinas e trânsito intenso. Para muitos cães e gatos, esse conjunto de ruídos é um verdadeiro filme de terror.
Em momentos assim, surgem crises de pânico, tremores, vocalização excessiva e tentativas de fuga. Animais apavorados tendem a se esconder em locais improváveis. Podem ficar presos, se cortar, tentar pular muros e janelas ou fugir para a rua. Isso aumenta muito o risco de atropelamentos e outros acidentes graves.
A longo prazo, essa associação entre barulho e medo pode gerar fobias sonoras. E, a cada feriado com fogos, a situação tende a piorar. Isso vale para Natal, Ano Novo e também para o Carnaval.
Comida de festa e intoxicações
Outro perigo comum no Carnaval está na mesa. Ou melhor, no prato do tutor. Durante festas, é comum que o pet ganhe um pedaço de churrasco, um salgado, um doce ou até algo com álcool, ou chocolate.
Alimentos gordurosos, muito temperados, ossos cozidos, espetos, bebidas alcoólicas, uvas, chocolate e alguns adoçantes são problemas sérios. Eles podem causar desde vômitos e diarreia até quadros neurológicos e risco de morte.
Restos de comida e lixo mal fechado também entram na lista de perigos. Em casa ou na rua, viram um “buffet proibido” para animais curiosos, aumentando as chances de intoxicação acidental.
Parasitas, doenças e contato com outros animais.
No Carnaval, aumentam os passeios, viagens e eventos pet friendly. Com isso, o contato com outros animais também cresce. Isso significa maior exposição a pulgas, carrapatos, mosquitos e doenças infecciosas.
Se o cartão de vacinação e a proteção contra parasitas não estiverem em dia, o risco é ainda maior. Um simples passeio em meio à folia pode trazer para casa um “souvenir” indesejado. Entre eles, vermes e doenças transmitidas por vetores.
Por isso, entidades veterinárias reforçam sempre a mesma orientação. Antes de viagens e períodos de festas, mantenha vacinação, vermifugação e controle de ectoparasitas em dia.
Quando a folia vira emergência.
Nem todo desconforto de Carnaval é uma emergência. Porém, alguns sinais exigem ação imediata.
Fique atento a dificuldade para respirar, desmaio, convulsões, sangramentos e cortes profundos. Suspeita de ingestão de produto químico, alimento tóxico ou corpo estranho também é alerta vermelho. Vômitos intensos, diarreia com sangue e alterações neurológicas completam a lista de sinais graves.
Nesses momentos, saber o que fazer nos primeiros minutos faz diferença. Isso reduz riscos, alivia o sofrimento do animal e pode salvar a vida dele, enquanto o atendimento veterinário não é alcançado. O preparo do tutor é fundamental. É preciso ir além do amor pelo pet e ter conhecimento básico de primeiros socorros.
Se o Carnaval é uma época em que tudo acontece mais rápido, com o seu pet não pode ser diferente. Sua resposta em uma emergência também precisa ser rápida.
O e-book “Primeiros Socorros e Cuidados Diários com Seu Pet” foi criado para tutores que querem se sentir mais seguros. Nele, você encontra orientações para cortes, engasgos, envenenamento, queimaduras, choque térmico, brigas entre animais e muitos outros imprevistos do dia a dia, inclusive durante a folia.
Com linguagem simples, passo a passo claro e foco no que fazer antes de chegar ao veterinário, ele se torna um guia prático para ter por perto sempre que algo fugir do controle.


