Sol, areia, mar e um pet feliz parecem o cenário perfeito de férias, mas sem cuidado o passeio dos sonhos pode virar um drama veterinário em poucas horas. Cães e gatos sentem o calor de forma diferente dos humanos e são muito mais vulneráveis a insolação, queimaduras e desidratação, especialmente na praia.
Calor extremo
O verão combina com praia, mas também com temperaturas altas! Umidade e sensação térmica elevada, que dificultam a troca de calor do corpo do pet com o ambiente. Ao contrário dos humanos, cães e gatos não suam pelo corpo todo. Eles regulam a temperatura principalmente pela respiração ofegante e pelas almofadinhas das patas, que podem não dar conta em dias muito quentes.
Quando a temperatura interna sobe demais, o risco é de hipertermia e insolação. Que podem causar danos em órgãos vitais como cérebro, coração e rins, levando o animal a um quadro de emergência em poucos minutos. Por isso, a ideia de “deixar o pet soltar energia no sol do meio‑dia” é uma receita perigosa. Sobretudo em raças braquicefálicas, obesos, filhotes e idosos.
Horário crítico
Os horários de sol mais forte, entre 10h e 16h, concentram a maior incidência de radiação ultravioleta e calor intenso; aumentando o risco tanto de queimaduras quanto de exaustão térmica. Para o pet, que está mais perto do chão quente, esse efeito é ainda mais agressivo. Já que ele recebe o calor de cima e de baixo ao mesmo tempo.
Por isso, o melhor plano é transformar o passeio em programa de começo da manhã ou final da tarde. Quando a areia está mais fria, o sol está mais baixo e o corpo do animal consegue se adaptar melhor. No restante do dia, sombra, ambiente ventilado e água fresca são aliados indispensáveis para manter o pet seguro.
Areia quente
A sensação de pisar descalço na areia quente é desagradável para humanos! Mas para o pet isso pode significar queimaduras de segundo grau nas almofadinhas das patas. Como muitos cães continuam andando mesmo com desconforto, o tutor só percebe o problema depois, quando surgem rachaduras, vermelhidão intensa, bolhas ou o animal passa a mancar.
Uma regra simples ajuda: se a areia está quente demais para você ficar parado descalço, está quente demais para o pet. Nesses horários, o ideal é carregá‑lo até a área de sombra, usar caminhos menos expostos ou simplesmente adiar o passeio para um momento mais fresco do dia.
Sol na pele
Pets também sofrem queimadura solar, principalmente os de pelo claro, áreas com pouco pelo (barriga, virilha), orelhas e focinho expostos. A radiação ultravioleta pode causar vermelhidão, dor, descamação, feridas e, a longo prazo, aumentar o risco de doenças de pele e até de câncer cutâneo em animais predispostos.
Para reduzir o risco, existe protetor solar específico para pets. Que deve ser aplicado nas áreas mais expostas, como orelhas, focinho, dorso do nariz e barriga! Especialmente se o animal gosta de deitar de barriga para cima na areia. Produtos humanos não são recomendados, porque alguns componentes podem ser tóxicos se lambidos, o que acontece com muita frequência em cães e gatos.
Sede constante
No calor, a perda de líquido pelo organismo do pet aumenta, e a hidratação precisa acompanhar esse ritmo para evitar desidratação e queda de pressão. Na praia, vento, sal, atividade física e excitação deixam o animal mais ofegante, o que acelera ainda mais essa perda.pedigree
Por isso, é essencial oferecer água fresca com frequência! Em pequenas quantidades, usando potes portáteis ou garrafas específicas para pets, e nunca contar apenas com “água que ele achar por aí”. Em trajetos longos de carro até a praia, pausas programadas para água e descanso também fazem parte da proteção contra o calor.
Mar e sal
A cena do cão correndo em direção às ondas é quase cinematográfica, mas envolve riscos que precisam ser avaliados com calma. Ondas fortes, correnteza e buracos na areia podem derrubar o animal! Causar ingestão de água salgada em grande quantidade ou levar a situações de quase afogamento, principalmente em cães inexperientes ou com pouca resistência.
Além disso, a água do mar pode irritar pele, olhos e ouvidos, especialmente em animais com histórico de alergias ou otites. Por isso, depois de brincar na água, o ideal é enxaguar o pet com água doce, secar bem principalmente as orelhas! Observar se surgem sinais de coceira, vermelhidão ou incômodo. Petlove
Parasitas e vermes
Ambientes de praia podem concentrar parasitas como pulgas, carrapatos e larvas de vermes. Que se desenvolvem na areia, principalmente em locais com presença de fezes de animais. Além do desconforto imediato, alguns desses parasitas transmitem doenças importantes, como vermes cardíacos e intestinais. Que podem trazer consequências de longo prazo para a saúde do pet.
Manter a vermifugação, vacinação e controle de ectoparasitas em dia é requisito antes de incluir a praia na rotina de passeios. Evitar que o animal tenha contato com fezes na areia e recolher sempre os próprios dejetos também é um cuidado de saúde pública e de respeito com outras famílias.
Sinais de alerta
Durante o passeio, o corpo do pet envia sinais de que algo não vai bem! Respiração muito acelerada, língua muito vermelha ou arroxeada, salivação excessiva, andar cambaleante, vômitos, diarreia, apatia repentina ou desmaios são sinais de alerta máximo. Em qualquer um desses quadros, o passeio deixa de ser diversão e passa a ser uma emergência, exigindo resfriamento gradual (sombra, água fresca, pano úmido) e atendimento veterinário imediato.
Mesmo antes disso, se o pet está ofegante demais, se recusa a caminhar, deita com frequência, procura sombra a todo momento ou parece confuso, é hora de interromper a exposição ao sol e ao calor. Insistir em continuar “só mais um pouco” pode empurrar o animal para um quadro de insolação.
Planejar férias juntos
Calor, praia, sol e pet podem, sim, combinar! Desde que o olhar do tutor esteja mais atento ao bem‑estar do animal do que à foto perfeita. Considerar o horário, a intensidade do sol, o tipo de areia, o tempo de exposição, a condição de saúde do pet e as regras da praia é o que transforma o passeio em lembrança boa — e não em arrependimento.
Quando o tutor se prepara, leva água, busca sombra, respeita os sinais do corpo do pet e aceita que, às vezes, é melhor voltar para casa mais cedo, o resultado é um verão realmente feliz para os dois. Nessas horas, o sol vira cenário, a praia vira aventura e o pet continua sendo aquilo que mais importa: um amigo vivo, saudável e ao seu lado.
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